quarta-feira, 9 de março de 2011

Cora Coralina - Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.


Cora Coralina (Outubro, 1981)

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Assim como a lagarta se envolve em seu casulo e  permanece lá, até que esteja pronta para ressurgir e recuperar todos seu sonhos perdidos, assim sou eu:
Uma lagarta que se esconde em seu casulo, e apenas em suas pobres e simples linhas revela a beleza de sua borboleta interior...
Mas... um dia quem sabe,
essa vida medíocre e insana,
possa de novo se enfeitar de toda cor.
E ao pousar de flor em flor,
reencontro o seu amor...
um novo amor!
E como Cora eu possa ajuntar pedra por pedra
e assim, por fim sair dessa metamorfose
e construir meu castelo!
Pois é certo que toda borboleta,
só é livre e linda,
Quando venceu o seu próprio casulo.







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