quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Destino

Nuvens se vão com o vento,
Águas correm pro mar.
Assim, como esse amor sem alento,
Elas querem se transformar!

Vão para longe, pra outro lugar,
E tão distante, vão se refugiar.
Mudam de forma e de feição,
Como elas, tento mudar meu coração!

Queria poder me transformar,
E a esse amor, quem sabe poder matar.
Mudar de rumo, fugir do mundo,
E outra vez, vou ser fecundo!

Mas não consigo me encontrar,
E, mesmo lá, onde eu for morar.
Você sempre estará a me torturar,
E como elas, irei apenas me anular!

Mas meu destino é sempre te amar,
E esteja onde for, não dá pra mudar.
Como as nuvens do céu e as águas do mar,
Eu irei apenas me misturar, me afogar!

Há o meu destino,
Não quer deixar de ser menino.
E segue sempre a te procurar,
Em todo e qualquer lugar!
(Será que ainda irei te achar?)

águas que vão e que vem,
águas que nascem do amor.
E que a vida fazem gerar,
Nunca vão se acabar!


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