segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cachoeiro de Itapemirim


UM POUCO DE HISTÓRIA: O NOME DA CIDADE
O Governador Francisco Alberto Rubim, que pode ser considerado como fundador da cidade, escreveu num ofício datado de julho de 1819, ao referir-se à medição de uma estrada que ele mandou abrir: "...Principia próximo do Quartel da Barca que fiz levantar na margem Sul do Rio Itapemirim defronte a primeira caxoeira seis léguas para o sertão da vila que faço menção..." O mesmo Rubim, em ofício endereçado ao Conde da Barca, em junho de 1816, grafou conforme se pode ler no original: "... O primeiro caxoeiro dista dela (Vila do Itapemirim) seis léguas..." Um outro governador da Província, Machado de Oliveira, ao transcrever esse documento, em 1856, na Revista do Instituto Histórico, modificou o texto e a grafia: "... O primeiro cachoeiro deste rio dista da vila seis léguas..."  ... (SIGA O LINK A BAIXO SE QUISER SABER MAIS).
Nossa história tem início no ano de 1812, quando o donatário da capitania do Estado, Francisco Alberto Rubim, teve a tarefa de desenvolver o povoamento em nosso Estado. A região era dominada pelos temidos índios Puris que, porém, não chegaram a ser obstáculo aos primeiros desbravadores, atraídos pelo ouro nas minas descobertas nas regiões compreendidas por Castelo...

NAVEGAÇÃO NO RIO ITAPEMIRIM
Nos primórdios de Cachoeiro, isto é, em 1868, o seu vigário Manoel Leite Sampaio Melo relatava ao presidente da Província que o Rio Itapemirim, nas ocasiões das secas, forçava os canoeiros a levarem pás e enxadas para irem abrindo caminho em valas, minuciando: " A razão é ser ele todo cheio de voltas e bastante entulhado de paus; tem meses que fazem as viagens em quatro dias e outros em oito e nove"...

A EVOLUÇÃO COM A FERROVIA
A idéia do projeto com a ferrovia foi apresentada à Assembléia Provincial pelo historiador, jornalista e deputado estadual, Basílio Carvalho Daemon, em 31 de outubro de 1872. Portanto, quatorze anos antes de bater a primeira estaca. A princípio a concessão foi dada ao Capitão Henrique Deslandes e depois transferida ao Visconde de São Salvador de Matosinhos, presidente da Companhia de Navegação Espírito Santo e Caravelas. Um vapor foi fretado para transportar de Antuérpia até a Barra do Itapemirim parte do material da ferrovia. Em 8 de dezembro de 1886 o engenheiro Pedro Scherer iniciou a montagem da locomotiva e o assentamento dos trilhos. A estrada tinha 71 km de extensão. Partia da Vila de Cachoeiro até a estação do entroncamento de Matosinhos, em Duas Barras, de onde seguia em um ramal para Castelo e em outro para Alegre. A ferrovia tinha bitola estreita e três locomotivas Baldwin, pesando cada uma 27 toneladas. As opções eram, um carro de primeira classe; dois mistos; dois de segunda classe; dois de correio e bagagem; 18 vagões fechados; seis abertos; um para transporte de animais; um para explosivos; dois para madeiras e seis de lastros. Anos mais tarde, a linha da estrada de ferro Caravelas passou a ser propriedade do Lóide Brasileiro. Em 1907 se submeteu ao poder da Leopoldina, já que estava hipotecada a uma empresa de Londres. O traçado de Cachoeiro a Alegre passou a integrar o chamado sul da Leopoldina, ligando Cachoeiro a Carangola (Estado de Minas Gerais). O novo ramal até Minas foi inaugurado em 24 de novembro de 1913. Já naquela época, a capital capixaba do café tinha vínculos mais estreitos com o Rio de Janeiro, a capital Federal, do que com Vitória. No final do século passado, os trilhos do Rio e de Vitória se aproximaram de Cachoeiro. Com dificuldades, a estrada de Ferro Sul concluiu seu primeiro trecho em 1895: o de Vitória-Viana. Em 1900 estava pronto o trecho Vitória -Domingos Martins. Em 1910 a ferrovia sulista completava a tão sonhada ligação entre Vitória e Cachoeiro. Como tinha passado tanto tempo, tudo já havia mudado. Desde 1903 já tinham chegado a Cachoeiro os trens da Leopoldina, com matriz no Rio, contribuindo, assim, para fortalecer os laços econômicos entre o Rio de Janeiro e a nossa cidade.
OBS: Hoje a ferrovia que passava no centro da cidade, e na qual, Roberto Carlos sofreu o acidente, foi desviada do  centro. Pois com o crescimento da cidade o transito virou um caos. A retirada dos trilhos do centro foi obra idealizada e realizada pelo então prefeito Ferraço. Aquele da torre que fazia chover, lembram? Ainda contarei esa historria hilariante aqui.... 

ASPECTOS ECONÔMICOS
Até meados do século XIX, o povoamento deste território e suas imediações tiveram pouco desenvolvimento pois, ainda, iniciava-se a expansão cafeeira mineiro-fluminense na região. Na realidade o seu povoamento ocorreu nas primeiras décadas do século XVIII pela incansável busca de ouro em Castelo, situadas no alto curso da bacia do Rio Itapemirim em afluente o Rio Castelo. Entretanto, mesmo sendo o ouro a base da economia naquele momento, foi o café o grande responsável pelo crescimento desta região. Com a expansão da Companhia de Jesus (a ordem que congregava os Jesuítas), no tempo do Marquês de Pombal, o surgimento de povoamento foi de curta duração. Geograficamente, o acesso a região era difícil, caracterizada como região montanhosa, com seus vales em garganta, bastante inclinados, formando ladeiras e, ainda, coberta de florestas fechadas. O que contribuiu para que até o século XIX ficasse desconhecida e de posse dos nativos. O combate aos indígenas, se tornou cada vez mais intenso, dificultando o estabelecimento dos mineradores. Cachoeiro de Itapemirim era entreposto de comercialização dos produtos agrícolas, tornando-se centro urbano, com funções mais diversificadas com o advento da chegada do café. A exploração desse interior montanhoso veio das regiões do sul do Rio de Janeiro e oeste de Minas Gerais, por serem limites com o sul do Estado do Espírito Santo. O processo de expansão agrícola, liderado pelo café, iniciou-se através dos desmatamentos das florestas para a formação dos cafezais, seguindo o curso do Rio Itapemirim, vindos do Rio e de Minas. O Estado do Espírito Santo é marcado historicamente por grandes correntes imigratórias. As primeiras que se destacam são as formadas por austríacos e alemães. Especificamente para o sul do Estado dirigiam-se os italianos, solidificando não o só o jeito de viver, mas em especial o estilo da produção cafeeira em bases familiares, uma vez que a Abolição da Escravatura ocorreu no final do século XIX, o regime passou a ser o de relação de parceria. O ramal de extensão da Rede Ferroviária Leopoldina implantado em 1912, servia para o escoamento da produção cafeeira. A ferrovia era ligada ao Estado de Minas Gerais e ao Município de Castelo e o porto Itapemirim era também utilizado para o escoamento. Com a decadência do café, a atividade primária que substituiu foi a pecuária, sobretudo a leiteira. A criação da Cooperativa de Laticínio (SELITA), antecedida pela fundação do Sindicato Rural dos Lavradores e Criadores, em 1934, foi de fundamental importância para que a pecuária se torna-se base de apoio para a economia do Sul do Espírito Santo. Apesar da predominância da pecuária apareceu recentemente e nova cafeicultura com o plantio em curva de nível, utilizando técnicas mais avançadas com o apoio de órgãos federais. Cachoeiro de Itapemirim foi a décima cidade do país e a primeira do Estado a adquirir luz elétrica, com uma usina instalada na Ilha da Luz. Sua situação geográfica favoreceu também a implantação de indústrias devido à facilidade dos meios de transporte, além das condições naturais propícias. Inicialmente as primeiras indústrias aram estatais e com maquinários importados, onde algumas chegaram a funcionar e outras foram passadas para iniciativa privada. Os dados do censo demostraram que até 1960, o crescimento desse setor foi lento, porém gradual. Mas, de 1960 a 1970 o incremento foi bem maior no que diz respeito ao número de estabelecimentos que surgiram, número de pessoal ocupado e o valor das transformações industriais. A partir da década de oitenta até os dias de hoje, o ramo de maior desenvoltura na economia Municipal é de extração de minerais, classificando o município de : Capital do Mármore e Granito. Hoje, o Município de Cachoeiro de Itapemirim é o núcleo urbano mais importante do sul do Estado do Espírito Santo, estando situada na sua parte central a uma distância de 136 km de Vitória, beneficiado por boas rodovias permitindo a concentração e a distribuição de bens e serviços para municípios vizinhos. Cachoeiro de Itapemirim polariza econômica e politicamente um conjunto de 20 municípios, que formam a região macro sul, onde residem 15,7% da população capixaba, ocupando 17,7% do território estadual.

DATAS QUE MARCARAM O SÉCULO XIX
 1853 - Criação da 1ª Casa Comercial
 1856 - Celebração da 1ª Missa no Município Criada a Freguesia de São Pedro do Cachoeiro Inaugura-se a 1ª Escola Primária
 1858 - Inaugura-se a Agência de Correios
 1864 - Cachoeiro é elevada a categoria de Vila
 1866 - Circula o 1º número do jornal "O Itabira"
 1867 - Instalação da Câmara Municipal
 1876 - Criação da Comarca de Cachoeiro de Itapemirim
 1887 - Inaugura-se a iluminação pública a lampiões de querosene, pelo sistema belga
 1889 - A Vila de Cachoeiro é elevada a categoria de cidade Instalada a 1ª agência de Telégrafos

SÉCULO XX
 1900 - Instalação da Santa Casa de Misericórdia Fundado o Caçadores Carnavalescos Clube Inauguração da Estação da Leopoldina Railway, com o nome Muniz Freire
 1903 - Inauguração do prédio da Câmara Municipal Inauguração da Usina da Ilha da Luz Inauguração do Sistema de Iluminação Elétrica
 1907 - Fundação do Centro Operário e de Proteção Mútua
 1910 - Inauguração da Ponte de Ferro com a presença do Presidente Nilo Peçanha
 1914 - Posse do 1º Prefeito de Cachoeiro., Cel. Francisco de Carvalho Braga
 1916 - Funda-se o Estrela do Norte Futebol Clube
 1931 - Fundação da Sociedade Musical "26 de julho."
 1947 - Fundação da Casa do Estudante
 1950 - Fundação do Centro de Saúde
 1952 - Fundação da Viação Itapemirim
 1959 - Instalação da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim
 1964 - Fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras "Madre Gertrudes de São José."
 1965 - Fundação da Faculdade de Direito · Década de 70 - Expansão Industrial no Município. Montagem da TV a Cor no Município
 1979 - Fundação da Rádio Tribuna FM
 1982 - Fundação da Rádio Cidade FM
 1985 - Tombamentos - Igreja Nosso Senhor dos Passos Escola Bernardino Monteiro
 1988 - Montagem da TV Cachoeiro (Transmissora)
 1989 - Fundação da Rádio Diocesana
 1996 - Implantação do Plano Diretor Urbano (Lei 4.172//96)
...........- Tombamentos da Casa da Memória, Casa dos Braga, Mercado Municipal, Matadouro Municipal, Chafariz da Pça Jerônimo Monteiro, Centro Operário e de Proteção Mútua, Sociedade Musical "Lira de Ouro" e Ponte Francisco Alves Athayde
 2000 - Instalação do novo prédio da APAE
............- Inauguração do Teatro "Rubem Braga"
............- Implantação da Linha Vermelha e da Rodovia do Contorno
............- Instalação do Instituto do Coração
............- Inauguração do Centro de Ciências e Artes "Bernardino Monteiro"
Além de todos esses avanços, destaca-se a evolução cultural do município, que levou para o cenário nacional grandes nomes para a música, literatura, teatro e o cinema.
Nos últimos anos, Cachoeiro de Itapemirim acelerou o seu processo de modernização ao tornar-se o pólo de desenvolvimento econômico para o sul do Estado do Espírito Santo, sendo o responsável pelo abastecimento de 80% do mercado brasileiro de mármore.
Quanto a agricultura, vale lembrar que esta cultura é de subsistência, onde as produções são pequenas e para consumo local, destacando-se apenas o cultivo do café conilon.
A década de 90 ficou marcada economicamente pela indústria de extração, beneficiamento do mármore e granito, acrescentando-se as rochas ornamentais. Este segmento da economia tem sido o maior responsável pela geração de empregos para a população. Estima-se um total de 27.900 empregos diretos nesta região . Ciclos da economia que fizeram a história do Município :
 Ouro
 Cana-de-açúcar
 Café
 Pecuária
 Indústria de Mármore e Granito


Quem diria que a "Pequena Cachoeiro" do Rei Roberto Carlos, se transformaria na "Princesinha do Sul" ou na "Capital Secreta do Mundo"?

Cachoeiro de Itapemirim, vista noturna com o Pico do Itabira ao fundo.

Antiga Estação Ferrroviária ,nessa rua Robereto sofreu acidente


Feira do Mármore e Granito de cachoeiro (internacional)

Bairro nobre Gilberto Machado

 Ponte Municipal

Praça Jerônimo Monteiro

CACHOEIRA ALTA


 PICO DO ITABIRA


Avenida Beira Rio

PRAÇA JERÔNIMO MONTEIRO - CENTRO



Ponte dos Arcos


O FRADE E A FREIRA 



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