terça-feira, 26 de julho de 2011

Eterno Absurdo!


Como pode um grande amor morrer?
Se na alma já se alojou
E pra sempre está  lá, arraigado.
E o coração, por ele tomado.
E com os laços da eternidade,
Esteja assim aprisionado,
Amarrado, enredado...
É como se atrofiasse,
E nada mais lhe importasse.
Eu sou assim:
Um pouco triste um pouco feliz!
Lembro-me do seu olhar triste,
E penso que, talvez me quis.
Não pode ser tão frio o mundo.
E mesmo se fosse um eterno absurdo,
Tudo não se esconderia lá no fundo?
A vida, passa ligeira,
E não falo mais que asneiras.
Mas quero ainda, amar e sonhar,
Como se por mágica, tudo fosse mudar.
E se a vida não fosse só um delirar?
Mas não é nada disso que quero falar.
Tudo é louco,
Tudo é tão pouco!
Eu só queria poder amar...
Mas na insolência, fico rouco!
E nem aos meus medos consigo acalmar,
E grito no silencio.
E no infinito vazio,
Um nó se faz na garganta.
Lágrimas engasgadas,
Por mim, muitas vezes camufladas.
Não se pode viver,
Brincando de esconder.
Sou alma penada,
seguindo nessa estrada.
Tentando fugir,
Sem ter pra onde ir.
Pois viver, faz doer,
Mas eu não quero mais morrer!

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