quarta-feira, 20 de abril de 2011

Identidade.


Sou uma pessoa teimosa, ou seria persistente? Quando quero algo, luto até conseguir. Porém se o que quero pode fazer quem amo infeliz, eu desisto, eu me anulo, eu me escondo, fujo... faço tudo que estiver ao meu alcance para não magoar quem amo;



Faço amizade fácil, sou até meio inocente, muitas vezes, acredito que todo ser humano é bom, até que ele me prove o contrário.


A coisa que mais odeio é mentira, não suporto. Mesmo sendo aquela mentira que dizem que é “necessária”. Para mim não existe isso, mentira é mentira e pronto, se me mentem perco a confiança.


Sou muito desconfiada, não era, aprendi a ser assim depois de grandes decepções;


Acho que as minhas maiores qualidades são: a sinceridade e o altruísmo. Minha irmã vive me chamando de “Madre Tereza de Caucutá”, eu não consigo ser mesquinha, é quase que automático minha reação de ajudar a quem precisar.


Sou divorciada, tenho um filho do “coração” que amo muito. E que foi um presente enviado por Deus para mim, tenho certeza. Eu preciso mais dele do que ele de mim. Ele odeia que fale sobre o assunto, digo sempre a ele o seguinte: Te amo muito mais que você tivesse “morado” na minha barriga, pois muito antes de tê-lo, você foi gerado em meu coração, filho.


Nasci em, Muniz Freire, no interior do Espírito Santo. Sou uma caipira e me orgulho disso, pois vivi experiências inesquecíveis e impossíveis de viver na cidade. Aos 9 anos me mudei para Burarama (distrito de Cachoeiro de Itapemirim, ES). O lugar mais fofo do mundo, depois conto detalhes sobre isso. Tive um grande amor impossível na adolescência, vivi coisas terríveis e traumatizantes (conto mais tarde), Fiz o curso do antigo “normal”, porém tive que abandonar devido ao “Glaucoma”... Faço algumas artes, apesar da baixa visão: tricô, crochê, ponto cruz (sei mas já não dá para fazer); fui casada com um homem maravilhoso por 13 anos. Morei em Itaúna MG, por um ano, conheci pessoas maravilhosas lá.


A melhor parte da minha vida foi a juventude, dos 14 aos 17 anos mais ou menos. A pior foi o ano de 1987, onde eu fiquei praticamente todo ano em Belo Horizonte, no Hospital Hiltom Rocha sem saber se sairia cega ou não, de lá...


Gosto de escrever, principalmente as coisas que sinto, amo ler, apesar de não ler tanto por causa da visão. Tenho o sonho de ser escritora, mas é só um sonho. Desde que comecei a fazer poesias e a tentar escrever um romance, adotei um codinome, Lya Lukka. Lya vem de CéLIA (LYA) lukka vem do meu sobrenome, Luca.


Hoje moro sozinha com meu filho de nove anos, apesar de ter apenas 3% de visão (isso no olho direito, do esquerdo não enxergo), faço minhas coisas e cuido da minha casa e do meu filho. Um belo dia o Dr Homero me disse assim:


Olha Elmira... (ai,ai, contei meu segredo rsrs), sim esse é meu primeiro nome o nome da minha vovozinha... você tem duas opções: Primeiro você senta em um lugar e fica quietinha ali, daí quem sabe você ainda enxergará por uns dez anos; segundo você faz tudo que tiver vontade, ler, ver TV, etc.. e pode ficar cega a qualquer momento.


E eu, o que fiz? Eu vivo! Pois ficar quietinha já seria estar morta sem ter ficado cega. Passei períodos duros de adaptação, mas continuo aqui, enxergo pouquíssimo, mas estou aqui. Só para você entender vou tentar explicar como enxergo: O Glaucoma vai fazendo o campo visual diminuir (alguns tipos, claro), o meu glaucoma  é  agudo de ângulo fechado, o que diminui o campo visual. Por esse motivo eu tenho apenas 3% do campo visual. E isso é, significa,  apenas um "rosto" por vez. Isso mesmo, você não entendeu errado. É como se tivesse uma barreira dos lados, e eu só conseguisse ver no centro, e esse centro tem apenas uns 3cm de diâmetro... isso aumenta um pouco com a distância, porem não muito. E não dá mais para andar sozinha e fazer algumas coisas  que amava, tipo: andar de bicicleta, brincar de queimada, jogar futebol, já joguei quando adolecente, acreditem rsrsrs (não consigo acompanhar movimentos rápidos). Mas eu tenho um segredinho... (vou revelá-lo a vocês!) o médico que cuidou de mim em Belo Horizonte é considerado o melhor médico em Glaucoma do Brasil, o Dr Homero Gusmão de Almeida. Mas eu tenho outro doutor, e esse é o méico dos médicos. E... pensando sobre o significado da Semana Santa para nós católicos foi que eu resolvi falar um pouco de mim. Aproveitando essa deixa para dizer a vocês, meus leitores que, apesar de nossas vias-crúcis, sempre haverá um "Deus" maior  e Ressuscitador, pois foi por sua mrte  que ganhamos nossa "herança", não foi? Foi preciso o Filho de Deus morrer para que herdássemos o céu. E, se enxergo ainda hoje é só por causa desse “MÉDICO”!


E o nome desse doutor é:
JESUS:


O Nazareno, o Filho do carpinteiro, o Filho de Deus. O meu Rei, o meu Médico. E, assim como ele operou milagres em Nazaré, em Israel, operou também aqui, na minha vida. Vocês ou, alguns de vocês, poderão questionar essa minha afirmação dizendo. “Se fosse realmente assim, Ele a teria curado!”


Mas creiam, “Ele” curou.  Ele curou uma cegueira maior que a da minha visão, me fazendo entender que ver com os olhos não é meu maior "dom". E além de tudo a herança que eu almejo é o céu e não a visão. Por isso os convido, nesta semana Santa, a se deixar ressuscitar também, junto com Jesus... dia após dia...





2 comentários:

  1. Lindo depoimento e história de vida,Lukka!

    Corajosa, forte e guerreira!

    Tudo de bom pra ti!beijos,chica

    ResponderExcluir
  2. Obrigada chica, a vida é especial para as pessoas que aprenderm com seus erros e que prouram se aperfeiçoar sempre, é o que penso. Uma linda tarde pata você.

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